quinta-feira, 9 de setembro de 2010

student life.

foi naquele final de tarde que tudo aconteceu.
senti cada palavra como um punhal retalhando-me inteira.
tentei ser forte. mas já parecia que ás luzes dos postes não deixavam-me esconder que estava chorando.
na minha frente. olhando dentro dos meus olhos. já não sei se era verdade ou mentira.
já não sei se queria agarrá-lo e lhe dar aquele beijo de despedida ou sair correndo e não escutar mais nada.
me agarrando. pedindo aquele tempo inesperado. e aceito com a maior tranqüilidade do mundo.
uma vez dizendo que eu sou complicada. outras tais falando que não conseguia viver sem mim. e o quanto eu sou importante.
e eu já não pensando duas vezes antes de saber que ele era meu verdadeiro amor.
não sei se a palavra era é o mais indicado nesse momento.
mas depois de um grande susto. uma realidade.
e naquela noite choveu. choveu como nunca havia chovido antes.
e sem dormir consegui escutar cada pingo quebrando mais um pedaço daquilo que eu chamava de coração.
no amanhecer de um novo dia, a esperança de levantar de bem com a vida. de cabeça erguida.
e apenas uma decepção.
com certeza estava pior!
passar mal pra mim já é normal, e não deu outra.
lá estavam todos novamente me olhando quando acordei estirada no chão.
culpa dele? não, juro que não foi. a culpa é de mim mesma.
que não soube separar as coisas daquele aquele amor que nunca tinha sentido igual.
dói? como dói. nunca senti dor maior. mas um dia vai passar.
pelo menos é o que eu mais peço. porque numa hora dessas já não tenho controle sobre meus impulsos.